9 de jun de 2011

A menina mais triste de Veneza


Colecionar tristeza era sua maior aventura, e sabe o porquê era o que mais gostava. Vivia em lugares magníficos atrás das mais bonitas e tristes meninas. Nem ele mesmo sabia o porquê de ter que trabalhar com isso.
Em uma viagem a Minas Gerais encontro uma menina que não sorria, pois tinha perdido seus pais, mas ao conversar viu que não era uma menina triste, pois sabia sorrir. E apesar de onde morava tinha motivos para sorrir. E assim continuo em sua caminhada em busca da menina, mas triste.
Em Nova York encontro uma menina largada pelos cantos onde não tinha motivos para sorrir, morava em uma rua escura que era rota de caminhoneiros. Essa era triste porque não conseguira escapar de uma sina familiar e ganhava a vida da mesma maneira que a avó e a mãe: cobrava para dar alguns momentos de alegria aos motoristas que passavam por aquele lugar.
Um lugar muito triste, por sinal. Mas ele ao anotar essa menina em seu livro conseguiu também faze-lá a sorrir.
Em uma viagem a Veneza encontro uma menina bonita Ela estava sentada no chão, com as costas apoiadas na parede e as pernas encolhidas, rodeada por um bando de gente ruidosa e feliz. Prestes a embarcar em um navio Mas parecia não estar ali naquele momento.

Era Dia dos Namorados. E o que deixava triste a menina de Veneza era o que ele queria descobrir. Ao se aproximar se sentou ao seu lado, e perguntou o porquê dela estar assim.
Ela lhe respondeu não tenho motivos para sorrir. E lhe contou sobre um rapaz que vivia do outro lado do mundo, na Austrália.
E ao embarcarem ao navio os dois se sentaram em um lugar onde não tinha ninguém ao redor que dava para ver o céu, e ao redor deles tinha mais mesas todas fazias, pois todos estavam em plena festa dentro do navio.

Os dois conversaram sobre a vida, descobriram que sentiam falta das mesmas delicadezas no mundo. A menina triste apontou o céu, falou das constelações, contou que tivera um irmão mais velho, morto num acidente, e um cachorro chamado Olavo. Cultivava a melancolia como se fosse uma espécie de flor particular. E cultivava também, em segredo ainda, uma doença incurável.

Viram junto o dia amanhecendo, iluminando lentamente as casas das ladeiras. Embora não fossem namorados, ganharam de presente naquele dia esse momento delicado do mundo.
Ele falou: meu trabalho é buscar as mais magnificas histórias de tristeza entre jovens. Não paro no mesmo lugar já estou viajando há meses e só estou de passagem já tenho mais lugares para ir.
Ela disse: que pena. Com a mesma expressão que tinha.
Ele prosseguiu em sua viagem foi para lugares onde a tristeza era contagiante mais ninguem era triste como aquela menina, ele não conseguia se esquecer dela.Ele foi em lugares atingidos pelo fogo, pela agua lugares onde as pessoas não tinham nada mais mesmo assim sabiam sorrir. Eram pessoas pobres que trabalharam a vida toda por algo que foi destruído.
Ele mesmo se admirava quando abria seu caderno e lá estava a história dessa menina a, mas triste de Veneza, mas triste que já tinha encontrado, em tantos meses a busca.
Chegando a sua cidade resolveu montar um livro que contava a história dessa menina, resolveu voltar para Veneza, mas ao chegar descobriu que ela não estava, mas nesse mundo, sua doença incurável e a sua solidão a mato de tanta tristeza.
Mesmo assim ele escreveu seu livro e contou sobre essa menina a menina mais triste de Veneza, seu livro foi muito vendido.
E quando a noite é estrelada, ele olha para o céu, mas, sem a ajuda da menina triste de Veneza, não consegue identificar nenhuma constelação. Um gesto inútil, que não leva a parte alguma. Igual ao navio de festa no lugar em que os dois se conheceram.

Autora: Carol Machado

8 comentários:

  1. Nossa, eu amei esta cronica, você escreve muito bem. É bem tocante. Eu gostei mesmo.

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  2. perfeitoo muitoo linda a historiaa

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  3. Perfeito, muito bom !
    Amei demais !

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  4. Muito Bonita!

    http://ladysfashion-mn.blogspot.com/

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  5. Amei essa história, se eu estiver sendo impertinente peço desculpas, mas queria perguntar se eu tenho sua autorização de utilizar sua crônica e sua idéia para fazer um livro, tenho que fazer por causa do meu colégio, e essa me tocou muito, você me autoriza?

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  6. Nossa muito linda a história... linda mesmo.

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  7. Linda história.. Acompanho sempre seu Blog! Amooo, hehhehe. Beijos!

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Obrigada pela atenção.